Mercado Oitocentista 2018
Recentemente foram abertas inscrições para a participação no Mercado Oitocentista que se realizará de 30 de maio a 3 de junho.
Damos desde já os parabéns à Câmara Municipal pela dinamização e divulgação dos valores do Concelho de Valongo. Lembramos que, no anterior mandato, recebeu o apoio da CDU (através do nosso vereador Adriano Ribeiro) para que tal iniciativa fosse possível. E se damos os parabéns à Câmara Municipal pela aposta, gostaríamos de colocar algumas questões;
Numa comunicação do GDR Retorta é anunciada a sua exclusão do próximo Mercado Oitocentista. Nesta, a associação, entre outros aspetos, refere: a sua total disponibilidade, desde a primeira hora, em colaborar com a CMV; os investimentos realizados para uma presença digna; o envolvimento dos associados; a expectativa de obtenção de fundos para as obras assumidas nas suas instalações.
Perante a possibilidade de a CMV ter explicações razoáveis e justas para este tratamento de exclusão, perguntamos:
Quantas candidaturas de associações/coletividades foram apresentadas?
Quais os incentivos dados às entidades, empresas, coletividades associativas, e outros, sediados em Valongo, que colaboraram e apostaram neste caminho oitocentista?
É sabido que a CMV investiu muito neste Mercado. Certo? E ao investir, com certeza pensou na continuidade futura de uma iniciativa desta envergadura. E, provavelmente, a CMV sabe que para o sucesso desta iniciativa era necessário que mais alguém apostasse nesse futuro: criando estruturas, definindo meios, mobilizando várias colaborações, neste caso, desinteressadas, porque se trata de gente que executa trabalho voluntário com um fim destinado. E conhecido de todos. Certo?
Assim, qual foi a dificuldade em conseguir um “espacinho” para instalar uma outra Associação, ou outra e outra? Qual a dificuldade? O que é que ficaria a perder este Mercado Oitocentista com o envolvimento de mais Associações?
Defendendo eu próprio, por razões conhecidas do meu envolvimento associativo, uma atitude de rotatividade na participação, no que a este tipo de envolvimentos diz respeito, e à participação das Coletividades em particular, gostaria de saber, qual a sensibilidade, já nem pergunto razões, que o Sr. Presidente da Câmara teve para com a ADR Retorta ao exclui-la pura e simplesmente de participar?
Não creio que a maioria absoluta dê para tudo. Dar até dá, mas fazemos votos que tal não sirva para a exclusão e uma atitude de divisão do Movimento Popular Associativo no nosso concelho.
Não ganha nada o Concelho nem o Movimento Associativo Popular.
Senhor Presidente da Câmara: Quem tem medo do futuro não se mete em projectos grandes.
Pense bem no caminho por onde vai.
Os eleitos da CDU na Assembleia Municipal