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CDU Valongo

Página informativa sobre a atividade da CDU no concelho de Valongo.

AF Ermesinde - Declaração de Voto

14.03.08

Na perspectiva de que seriam realizadas algumas medidas e actividades em benefício da população, do Ambiente, da Cultura, da cidade enfim, constantes dos próprios orçamentos ou neles inseridos por proposta nossa, os eleits do PCP viabilizaram nos dois primeiros anos do actual mandato, os orçamentos e planos apresentados à discussão e votação pela maioria na Junta. Procuramos também ter uma atitude construtiva nesta autarquia, apesar dos nossos detractores estarem sempre a repetir que estamos sempre no contra. 

 Ao contrário do que possam dizer os que analisam estas questões e acções de costumada e velha e revelha má-fé, a viabilização dos orçamentos pelos eleitos da CDU na Junta e na AF, de forma sempre coerente e concertada, não foi baseada em qualquer negócio político ou muito menos na concordância acrítica com o conteúdo dos documentos que foram propostos à nossa consideração.

Fomos, entretanto, constatando, como pouco antes do fim do ano passado aqui tive ocasião de dizer, que a maior parte e as mais significativas das promessas feitas pelo PSD não seriam concretizadas. Os motivos, já de si escassos, para a viabilização dos orçamentos deixaram, por isso, de existir, por parte da CDU. E assim a proposta de orçamento e plano da Junta para 2008 foi rejeitada no executivo também com o nosso voto.

Criou-se o impasse de todos conhecido, que apenas foi ultrapassado por concertação de uma decisão política dos partidos representados neste órgão autárquico.

 

Concordamos em não inviabilizar o orçamento e plano apenas no quadro do comprometimento do PS e do BE nesta viabilização, através de um voto de abstenção, tendo sobretudo em conta:

1) a necessidade de concluir as obras do edifício da Junta – que, até agora, o PSD não fez apenas porque não quis, uma vez que tem dotação orçamental desde o início do mandato para tal; e devo dizer que pensamos que não vai fazer senão na última, ou seja, no ano de eleições;

2) a necessidade de assegurar a regular gestão deste órgão autárquico;

3) a necessidade de contornar a eventual tentação de dramatização da situação da Junta por parte do PSD, bem como as manobras, já indiciadas em mais do que uma ocasião pelos membros daquele Partido neste órgão, de que deixariam cair  iniciativas importantes da Junta durante o ano de 2008 (sem terem em conta que isso prejudicaria em exclusivo a população);

 4) a necessidade de chamar o PS às suas responsabilidades enquanto Partido da Oposição com a maior representação na Junta e na AF, responsabilidades que, compreendemos lhe seria mais cómodo não assumir, já que tal faz parte da sua estratégia.

Em suma, embora contribuindo para não inviabilizar o orçamento e plano em apreciação, demarcamo-nos inteiramente, quer do seu conteúdo geral, quer dos procedimentos e prática política e administrativa da maioria no executivo da Junta. Adicionalmente, recordamos que se trata de uma posição de carácter estritamente conjuntural, decorrente da alteração das circunstâncias políticas locais, que, portanto, não condiciona qualquer posição futura da CDU neste órgão autárquico.

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