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CDU Valongo

Página informativa sobre a atividade da CDU no concelho de Valongo.

Sobre a situação na Assembleia Municipal de Valongo e o abandono de Sofia Freitas da CDU

05.11.07

A verdade dos factos sobre o abandono de Sofia Freitas da CDU

 

Na sequência das eleições autárquicas de 2005, Sofia Freitas, candidata da CDU, foi eleita Presidente da Assembleia Municipal de Valongo.

Cedo, porém, o relacionamento de Sofia Freitas com a direcção da força política que a havia proposto às eleições, se mostrariam complexas, muito para além do que seria expectável e aceitável.

 

Ao longo dos dois anos do presente mandato, e em sucessivas e exaustivas reuniões com os responsáveis locais do PCP e da CDU, Sofia Freitas, recusar-se-ia invariavelmente a defender na Assembleia Municipal as mais importantes posições do programa da CDU e a cumprir o sentido de voto de acordo com as decisões tomadas no colectivo, depois de exaustivamente explicadas e defendidas. Salvo raras excepções, o que era decidido no colectivo da CDU e com a participação e concordância de Sofia de Freitas, não era depois por si respeitado nas reuniões da Assembleia Municipal.

 

Assim foi logo de início, com questões de princípio como os orçamentos e planos da Câmara, a necessidade de avaliação criteriosa dos serviços de abastecimento de água e de saneamento – ao recusar a constituição de uma comissão de acompanhamento no âmbito da AM –, a aprovação do balanço de actividades da Câmara, apesar de este mostrar, claramente, a não execução do plano e orçamento e, mais recentemente, com o alargamento da concessão a uma empresa privada dos edifícios construídos no parque urbano de Ermesinde, de 50 para 70 (!) anos, bem como o ante-projecto de regulamento de propaganda da CMV, que a ser aprovado virá limitar a liberdade de expressão, contrariando o que está garantido na Constituição da República, etc.. Com o seu voto, Sofia Freitas viabilizou muitas das opções da maioria de direita na Autarquia, contrárias em absoluto ao próprio programa da CDU para Valongo, na base do qual se apresentou às eleições e foi eleita, e, em geral, ao que são os princípios programáticos e a prática da CDU, esteja em minoria ou em maioria nas autarquias.

 

Com o andar do tempo, verificar-se-ia que Sofia Freitas se apresentava nas reuniões da CDU já com compromissos firmemente assumidos com a maioria de direita na Câmara, inviabilizando assim qualquer debate sério das questões.

 

Chamada à razão e à constatação dos factos, Sofia Freitas invariavelmente se recusou a admitir a realidade e a acatar as decisões da organização em que se havia inserido, ao aceitar ser candidata da CDU, ignorando crescentemente as discussões e decisões colectivas e concertando e tomando decisões como entendia, fora do quadro da coligação a que pertencia.

 

Confrontada recentemente com estes comportamentos, e com a necessidade ética e política de ponderar a colocação à disposição da CDU do seu lugar de eleita por esta coligação, Sofia Freitas optou por enviar a todos os membros da Assembleia Municipal, sem comunicação prévia aos organismos locais do PCP e da CDU, uma carta em que se desvincula da CDU, pretendendo continuar a ocupar o lugar de membro e de Presidente da AM como "independente".

 

A organização concelhia de Valongo do PCP e o colectivo da CDU consideram esta atitude um abuso de confiança, eticamente condenável, sobretudo numa pessoa que, pela sua profissão de docente, tem obrigação de dar à nova geração que está a educar, outros exemplos que não os da negação de princípios assumidos e da deserção.

 

Muito recentemente, já depois de se ter desvinculado publicamente da CDU, Sofia Freitas procurou justificar a sua posição através de um conjunto de declarações prestadas a um órgão de imprensa de grande tiragem. Alegando "ausência de diálogo" e de vontade por parte da CDU para a apoiar na sua actividade de eleita municipal e Presidente da Mesa da AM, Sofia Freitas pretende justificar a sua passagem à condição de independente. Para além de falaciosas, estas declarações revelam ausência de honestidade política, na medida em que elidem as responsabilidades desta eleita no processo de degradação dos laços que a ligavam à CDU. O que Sofia Freitas não compreende – ou prefere omitir – é que não só foi responsável pela crescente falta de confiança dos responsáveis locais da CDU na sua actuação, ao ignorar e contrariar, de forma reiterada, as decisões colectivamente assumidas e os princípios programáticos da coligação, como objectivamente funcionou como veículo transmissor aos adversários políticos da CDU, designadamente à maioria de direita na Câmara, das orientações estratégicas e tomadas de posição decorrentes das reuniões e sessões de trabalho desenvolvidas no quadro da CDU.

 

Ora, isto a CDU não pode aceitar. Na base dos princípios éticos pelos quais se rege, o PCP e a CDU continuam a exigir a resignação de Sofia Freitas e a entrega do lugar de eleita à força política que a elegeu e que nela depositou toda a confiança, ao ponto de, posteriormente, ter apoiado a sua candidatura à Presidência da AM e sustentado politicamente a sua permanência nesse cargo, apesar de estar em desacordo com grande parte da sua actuação enquanto tal.

 

 

Valongo, 5 de Novembro de 2007

 

A Comissão Coordenadora da CDU do Concelho de Valongo

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