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CDU Valongo

Página informativa sobre a atividade da CDU no concelho de Valongo.

Intervenção de Belmiro Magalhães, membro da DORP e do Comité Central do PCP

24.04.13

Amigos e Camaradas:
Uma forte saudação a todos vós, a todos os activistas que estão connosco neste projecto singular e nesta grande força política nacional que é a CDU – Coligação Democrática Unitária. Uma saudação especial ao candidato à presidência da Câmara Municipal de Valongo, o camarada Adriano Ribeiro, e ao cabeça de lista à Assembleia Municipal, o camarada César Ferreira, com votos de bom trabalho e êxito nesta batalha que agora se inicia e que é de todos nós.
Com este acto de apresentação dos primeiros candidatos à Câmara e Assembleia Municipal, a CDU marca um primeiro momento de uma intervenção que é um compromisso solene com o concelho de Valongo e o seu povo.
Os nossos candidatos representam uma força que tem um percurso, um património de intervenção e de obra realizada a favor das populações e com um percurso pessoal de inquestionável dedicação, trabalho e provas dadas que são uma garantia de um trabalho sério e profícuo a favor do desenvolvimento e bem-estar das populações de Valongo, confirmando que os partidos e os candidatos não são todos iguais e que não se apresentam chegados de pára-quedas para a campanha eleitoral.
A CDU soube tomar nas suas mãos a denúncia e defesa do Município de Valongo durante os cinco mandatos de gestão ruinosa e descaracterizadora de maiorias PSD/CDS que representam profundos retrocessos nas condições de vida das populações e que contou com o apoio do PS em muitos dos seus aspectos mais negativos.
Uma gestão ruinosa das maiorias PSD/CDS bem patente na política de privatizações, de delapidação do património municipal, de despesismo e de populismo.
É curioso notar que aqueles partidos que enchem a boca com pretensões de seguir um caminho de rigor nas contas públicas, são os mesmos que também em Valongo criaram uma situação de elevado endividamento e de atrofiamento financeiro. Creio que o ditado popular “Olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço” bem se pode aplicar à coligação municipal PSD/CDS.
Como já foi referido, a coligação PSD/CDS governa Valongo há 20 anos, contando com o apoio do PS para decisões tão negativas como a privatização de serviços e a tentativa de imposição de proibições à colocação de propaganda política. Não é sério o actual Presidente da Câmara, João Paulo Baltazar, que sucedeu administrativamente a Fernando Melo porque exercia as funções de Vice-Presidente, vir agora dizer que nada teve a ver com todos os erros que foram cometidos. O reconhecimento pelos actuais responsáveis do PSD das malfeitorias do seu partido corresponde à identificação da sua própria culpa e da urgência de uma mudança de liderança e de políticas em Valongo.
A CDU tem dado provas que merece a confiança do povo e dos trabalhadores de Valongo para reforçar a sua força eleitoral e institucional, recuperando a eleição de um Vereador e reforçando a sua presença na Assembleia Municipal.
Os eleitos da CDU valem muito mais do que quaisquer outros, quer pela postura de honestidade, pela sua capacidade de trabalho e pela competência no exercício de funções, quer pelo seu compromisso com um projecto de mudança que Valongo precisa urgentemente.
Atente-se à composição do Executivo da Câmara Municipal: há actualmente alguma oposição de facto à coligação PSD/CDS? É evidente que não! O PS concelhio verbaliza uma radicalização de posições, mas depois divide-se em incontáveis fracções e, em questões tão graves como a adesão de Valongo ao PAEL, autêntico acordo local com a Troika, foi cúmplice, votando favoravelmente.
O Executivo da Câmara de Valongo conta com nove membros. A presença de, pelo menos, um Vereador da CDU é a melhor garantia da existência de uma voz combativa e séria na Câmara. A eleição de Adriano Ribeiro como Vereador é a melhor garantia de que os problemas e anseios dos valonguenses serão discutidos pela Câmara, é a melhor garantia da existência de fiscalização sobre a governação municipal e é a melhor garantia de que a Câmara de Valongo discutirá propostas tendo em vista a resolução dos reais problemas das populações.
Amigos e Camaradas:
A CDU corporiza um projecto de mudança radicado no respeito pelo concelho, pelos direitos da sua população, pelo primado dos interesses colectivos sobre os particulares.
Um projecto de mudança colectivo assente na construção de uma ideia de um concelho com justiça social, solidariedade e igualdade de oportunidades para aqueles que aqui vivem e trabalham.
Um projecto de mudança na concretização do qual a CDU está disponível para assumir todas as responsabilidades que os valonguenses lhe queiram atribuir.
Nestes tempos de tantas e legítimas inquietações ditadas por uma ofensiva que destrói a vida e o sonho de tantos que aqui vivem ou trabalham; nestes tempos em que sobre o Poder Local Democrático se descarrega uma das mais intensas ofensivas com vista à sua descaracterização; nestes tempos de tanta incerteza os trabalhadores e o povo de Valongo têm na CDU e nos seus eleitos a voz mais decisiva para afirmar os seus direitos e fazer valer as suas aspirações.
Nunca como hoje a presença da CDU, o reforço do número dos seus eleitos, a expressão da sua influência associou de modo tão nítido o valor dessa presença, não apenas enquanto factor de realização de políticas locais, mas também enquanto condição de afirmação dos direitos dos trabalhadores e do povo, dos seus rendimentos e salários, das suas condições de vida.
Nunca umas eleições autárquicas estiveram tão ligadas às questões gerais do país.
Nunca como hoje se afirma como inadiável a derrota do actual governo do PSD/CDS, da política de direita e da rejeição de um Pacto de Agressão que semeia a ruína e o retrocesso.
De um governo, de uma política e de um Pacto de Agressão que tem no seu inventário de malfeitorias a destruição de mais de 400 mil empregos. O ter conduzido o país para a mais grave recessão das últimas quatro décadas e à ruína milhares de micro, pequenas e médias empresas. Que promoveu uma política de exploração do trabalho sem precedentes. De um governo e de uma política que tem no seu rol o agravamento brutal de todos os problemas sociais e o empobrecimento generalizado dos portugueses com o ataque que promoveu aos salários, às
reformas, às prestações sociais, aos direitos sociais e laborais, com o aumento dos impostos e dos preços dos bens essenciais.
Um governo que anuncia com o maior despudor a inevitabilidade de Portugal continuar a caminhar para o descalabro económico e social. Um governo que perante o incumprimento de todos os objectivos, seja em relação à perspectiva do relançamento da economia, da evolução do desemprego, do défice e da dívida, vem candidamente anunciar uma recessão de 2,3% para o presente ano de 2013, em contraponto com o previsto 1% e a destruição de mais 100 000 postos de trabalho, que colocam a taxa oficial de desemprego para o final do presente ano em cerca de 19%.
Um governo que viu em dois anos consecutivos o seu Orçamento do Estado ser declarado inconstitucional. Um governo que prossegue uma colossal operação de vitimização, chantagem e de dramatização com o objectivo de desferir mais um duro golpe nas funções sociais do Estado e nos direitos constitucionalmente consagrados ao povo português. O governo PSD/CDS já tomou a decisão de cortar mais largos milhões em áreas fundamentais como a Saúde, a Educação ou a Segurança Social, mas, devido às suas contradições internas e a motivos tácticos, ainda não adiantou exactamente em que termos é que estas malfeitorias vão ter lugar. Mas a decisão está tomada e reclama uma rejeição categoria sob a forma de luta organizada por parte dos portugueses.
Um governo que não apenas não resolve o problema das contas públicas, com os aumentos sucessivos da dívida pública, como agrava, e de que maneira, a situação económica e social do país.
Amigos e Camaradas:
Por tudo isto, nunca como agora a defesa do Poder Local Democrático esteve tão ligado ao êxito desta luta geral pela demissão do governo, a derrota da política de direita e a rejeição do Pacto de Agressão.
O Poder Local Democrático é hoje vítima de uma ofensiva que é parte integrante do processo de exploração, empobrecimento, limitação democrática, saque fiscal, restrição de políticas públicas que o governo tem em curso. Uma ofensiva que é um processo de regressão civilizacional no quadro mais global de liquidação de direitos e de privação das populações da resposta às suas aspirações e necessidades.
Uma ofensiva que, não é demais sublinhar, é da inteira responsabilidade não só do actual governo e da actual maioria, mas também do PS.
Olhe-se para onde se olhar, e é isso que que os factos testemunham. A redução significativa de autarquias, a alteração à Lei das Finanças Locais, a Lei dos compromissos, a privatização da água ou o roubo do direito à saúde e à educação, mais não são que a concretização do Pacto de Agressão que PS, PSD e CDS subscreveram com a troika estrangeira.
Neste caminho de desastre nacional que está a ser imposto ao país, é com a CDU que o povo português sabe poder contar. No momento em que muitas das inquietações de milhões de portugueses estão fixadas nas consequências de uma política de desastre nacional que lhes arruína a vida e nega o direito a um futuro digno, estas eleições, assumem uma particular importância.
Importância tão mais relevante quanto mais delas resultar um expressivo reforço da influência e presença da CDU nos órgãos autárquicos a eleger em Outubro.
Temos muita luta por fazer, muito caminho por percorrer, muitas batalhas por travar até Outubro. Mas isso não retira importância a estas eleições, não leva a que se subestime a sua preparação, nem o que elas podem representar no plano local e nacional.
Pelo contrário! Em Outubro próximo o reforço da CDU, das suas posições, da sua votação, do número dos seus eleitos, assume uma enorme importância e significado.
Mais CDU significará mais capacidade de resolução dos problemas locais, uma mais sólida garantia do trabalho, honestidade e competência que lhe são reconhecidos.
Mais CDU significará o reforço da presença que assegura a defesa e representação dos interesses populares, uma força com que os trabalhadores e a população podem contar na defesa dos serviços públicos, do acesso à Saúde e à Educação.
Mais CDU significará mais força aos que não aceitam o rumo de desastre nacional a que a política de direita de PSD, CDS e PS tem conduzido o país, que lutam por uma política alternativa, patriótica e de esquerda, que abra caminho a uma vida digna e a um futuro com segurança.
Amigos e Camaradas:
Concluo afirmando que saímos deste Acto Público determinados em levar a candidatura da CDU muito longe. Em grande medida, o êxito da CDU nesta batalha eleitoral dependerá do nosso empenho e do alargamento de apoios que formos capazes de conseguir.
Façamos da candidatura da CDU ao Município de Valongo um elemento de agregação dos muitos os que aspiram sinceramente a uma mudança de políticas no país e no concelho!
Viva o povo de Valongo!
Viva a CDU!
A CDU avança, com toda a confiança!