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CDU Valongo

Página informativa sobre a atividade da CDU no concelho de Valongo.

Assembleia de Freguesia de Ermesinde - Intervenção antes da Ordem do Dia

30.06.09

Realizou-se ontem mais uma reunião da Assembleia de Freguesia de Ermesinde. Mais uma vez, a Ordem do Dia (apenas dois pontos essencialmente "burocráticos") contribuiu para esvaziar a discussão política deste órgão autárquico, que se afunda no marasmo, como interessa a PS e PSD, avessos a qualquer "levantamento de ondas" enquanto esperam que cheguem as próximas eleições e se esclareça quem vai desta vez ocupar o poder.

 

E se, por uma vez, ganhassem os que mais trabalham?

 

Eis um resumo da intervenção da CDU no período prévio à Ordem do Dia.

 

"Aproximamo-nos do final do mandato para que fomos eleitos.
 
Aproveitamos, por isso, o período de antes da ordem do dia para fazer umas considerações descontínuas sobre alguns problemas reais da nossa cidade, que continuam sem solução à vista.

 

No que toca a problemas urbanísticos, já aqui se falou em diversas ocasiões. O que se constata é que Ermesinde continua a necessitar de um plano de desenvolvimento integrado e sustentável, de proporcionar aos seus habitantes uma qualidade de vida que hoje não só não têm, como dá sinais de se degradar.

 

Propomos uma moratória nas construções, a discussão e aprovação do PDM, salvaguardando áreas livres de Ermesinde para alargamento do Parque Urbano e para a realização de parques de proximidade de que a população tanto necessita.

 

Lembramos que os bairros camarários sob tutela duma empresa municipal (fugindo assim ao controlo dos eleitos nos órgãos de fiscalização dos executivos) continuam a ver adiadas obras, melhorias, acessos, equipamentos de que tanto necessitam (pense-se, por exemplo, no estado do equipamento desportivo nas Saibreiras). A empresa municipal, de responsabilidade da Câmara e da maioria partidária que nela manda, não se esquece, porém, de aumentar as rendas dos moradores, frequentemente de forma injusta, sobretudo no período de dificuldades acrescidas que vivemos.

 

A Câmara entretanto, começou já as obras pré-eleitorais, deixando para trás por resolver questões tão importantes do ponto de vista humano e social, como é o caso dos diversos bairros camarários, que a mesma Câmara designa pomposamente como “empreendimentos”, mas que continua a tratar como ilhas.

 

Os planos de despoluição e de recuperação do rio Leça, estão nas gavetas da Assembleia Metropolitana do Porto e de lá não saem. Projectos parcelares, como os da corrente Rio Leça, apesar dos seus aspectos positivos, sem dúvida, não resolvem a situação de fundo, vasta e complexa, da necessária recuperação do Leça e da sua bacia, como peça fundamental do património natural do concelho.

 

Educação ambiental, prometida, negociada até no executivo, é coisa em que o executivo autárquico de Ermesinde não investiu.

 

Quanto a equipamentos construídos, mantém-se a situação de não aproveitamento do Edifício Faria Sampaio. Em reunião da Assembleia de Freguesia de Ermesinde de 16 de Abril de 2006 foi mesmo aprovada por unanimidade uma recomendação à CMV, proposta pela CDU, defendendo a utilização do Edifício Faria Sampaio para fins sociais, do interesse da comunidade e não especulativos. Propunha-se, inclusivamente, a cedência a preços módicos dos espaços vagos ao movimento associativo de Ermesinde e do concelho em geral. A Câmara recusou, insistindo na ideia da alienação daquele património.

 

A situação do mercado é a mesma. Nem obras de conservação, nem decisões sérias quanto à sua reabilitação. Tudo está explicado nas declarações do Presidente da Câmara que, a dada altura, afirmou mesmo que a Câmara não tinha intenção de manter o mercado de Ermesinde.

 

A linha de Leixões é agora alvo de novas promessas eleitorais - mais uma vez, a sua abertura ao tráfego de comboios de passageiros. Há anos que o assunto é debatido nesta autarquia, as promessas sucedem-se e nada se faz. Lembro-me que, da última vez que aqui foi votada uma moção sobre o assunto, chegou-se a usar o argumento hilariante da sua transformação num corredor do TGV e que, por isso, não valia a pena insistir no assunto! 

 

Pelo menos desde 2007 que aqui fazemos intervenções sobre a necessidade de desnivelamento dos atravessamentos para peões da via-férrea dentro de Ermesinde. Fez-se o abaixo-assinado a pedir essa obra à REFER. O certo é que não se vislumbra que nada disso venha a ser feito em breve.
 
Houve pedidos de intervenção e tomadas de posição nesta autarquia pelo menos em 2006, 2007 e 2008 sobre a situação com que se deparavam os moradores da R. Gago Coutinho.
A rua que hoje é talvez o maior atravessamento da cidade, continua com o mesmo piso de paralelos e os níveis de ruído decorrentes; trânsito nos dois sentidos; sinalização de trânsito deficiente; veículos pesados continuam a passar pela rua. Isto apesar de todos os pedidos, quer dos moradores, quer dos eleitos da CDU nos órgãos onde esta força está representada."

Assembleia Municipal de Valongo chumba a entrega da recolha dos lixos a privados

23.06.09

A tentativa do executivo camarário liderado pelo Dr. Fernando Melo de entrega dos serviços de recolha de resíduos sólidos urbanos e varredura do concelho de Valongo a privados sofreu uma pesada derrota na reunião da Assembleia Municipal ontem realizada.

 

O objectivo do PSD de fazer aprovar este concurso em cima das eleições tinha já tido da parte da CDU veemente oposição. Acreditava esta força política que uma decisão sobre este tema deveria esperar pelo desfecho das próximas autárquicas, pois uma decisão agora comprometeria dois futuros mandatos. O valor do concurso, de 24 milhões de euros, impunha também explicações mais aprofundadas e um cuidado no tratamento da questão que o PSD não teve - em manifesto desrespeito, aliás, pela oposição.

 

Não quis assim o PSD, que tentou impor por várias vezes a votação sem um esclarecimento prévio quanto à justeza da entrega deste serviço público a privados. A própria legalidade do concurso levantou fortes dúvidas à CDU e à restante oposição, chegando-se mesmo a pedir um parecer prévio ao Tribunal de Contas.

 

A votação registada na reunião da Assembleia Municipal de ontem acabou por traduzir estas dúvidas e a contestação à volta do tema. A entrega dos serviços de recolha de resíduos sólidos urbanos e varredura do concelho de Valongo a privados foi chumbada, tendo o chumbo vindo inclusivamente da parte de alguns membros da bancada do PSD. O resultado da votação foi de 18 votos contra (CDU, PS, BE e os presidentes das Juntas de Ermesinde e Alfena) e 12 votos a favor (PSD, CDS e Presidente da Mesa). Faltaram dois elementos do PSD.

 

Tendo em conta o desfecho desta votação, esperamos que o PSD aceite democraticamente a decisão da Assembleia Municipal de Valongo e não tente recorrer a expedientes de outro tipo, como aconteceu depois de 29 de Abril quando a oposição recusou votar a proposta de entrega da recolha dos lixos e o PSD apresentou queixa nos tribunais.

 

O problema é político e, por isso, o que a CDU afirma é que, da sua parte, continuará a  defender intransigentemente os serviços públicos e a recusar a sua entrega a privados.

 

A CDU/Valongo

Mês do Desporto e do Associativismo: CDU contacta com associações e prepara iniciativa onde apresentará a sua visão acerca do tema

18.06.09

Prosseguem as actividades que a CDU tem vindo a dedicar ao longo deste mês às temáticas do Desporto e do Associativismo no concelho de Valongo.

 

Ontem, uma comitiva da CDU, composta, entre outros, pelos Candidatos desta força política à Câmara Municipal e Assembleia Municipal de Valongo e à Junta de Freguesia de Ermesinde, respectivamente José Deolindo Caetano, Adriano Ribeiro e Sónia Sousa, foram recebidos pela Direcção do CD Palmilheira, meritória colectividade ermesindense que conta com mais de cem praticantes distribuídos por diversas modalidades.

 

A comitiva da CDU visitou as instalações e ouviu os dirigentes da Associação, com o objectivo de aprofundar o seu conhecimento acerca de realidade e assim melhorar a sua intervenção neste domínio - que tem sido, de resto, uma das áreas de intervenção prioritária dos eleitos da CDU, como comprovam as sucessivas propostas apresentadas nos diversos órgãos em que estão representados, particularmente na Junta e Assembleia de Freguesia de Ermesinde (pense-se, por exemplo, nas propostas relativas ao Regulamento para concessão de subsídios, à criação do Conselho Consultivo da Cidade, à melhoria dos equipamentos existentes, ao reforço dos apoios, à realização de mais iniciativas capazes de envolver o tecido associativo local, etc.).

 

O objectivo destas visitas passa também por recolher elementos que ajudem a enriquecer o debate que a CDU pretende dinamizar no próximo dia 4 de Julho, no encerramento do Mês do Desporto e do Associativismo, no qual se procurará apresentar uma visão alternativa sobre política autárquica de desenvolvimento desportivo e dinamização do tecido associativo, a partir de exemplos recolhidos noutros contextos locais do país.

Situação do sector da saúde no concelho de Valongo continua a apresentar carências assinaláveis

12.06.09

Uma comitiva da CDU, de que faziam parte os candidatos desta força política à Câmara e à Assembleia Municipal de Valongo, respectivamente José Deolindo Caetano e Adriano Ribeiro, reuniu no passado dia 5 de Junho com o Director do Agrupamento de Centros de Saúde do concelho, Dr. António Pais.

 

Em cima da mesa estiveram questões como como o futuro das instalações da Gandra do Centro de Saúde de Ermesinde, a construção da nova unidade de saúde de Campo ou a situação das novas instalações de saúde localizadas na Bela, em Ermesinde.

 

Os resultados da reunião não foram, para a CDU, muito animadores. Registamos com preocupação que continuam por resolver problemas sérios dos serviços de saúde concelhios e que parece não estar à vista a resolução de algumas situações que se vêm arrastando no tempo.

 

A situação caótica do atendimento continua. A percentagem de utentes sem médico de família permanece igualmente muito elevada (ronda os 18%), com as freguesias de Ermesinde e Campo apresentando carências significativas a este nível (cerca de um quarto dos utentes destas freguesias não têm médico de família).

 

De acordo com o novo responsável pela saúde no concelho, no próximo mês abrirá a extensão de sáude na Gandra (Ermesinde). Funcionará como unidade de saúde familiar e nela serão integrados quatro novos médicos de família, perfazendo um total de seis médicos de família nesta unidade. Nessas instalações, cuja abertura foi adiada para lá do previsto, como a CDU denunciou em devido tempo, está ainda prevista a abertura de uma outra unidade composta por médicos e profissionais de áreas como a nutrição ou a podologia, bem como uma outra unidade que permitirá uma prestação de serviços ao nível domiciliário. A CDU saúda estes avanços, esperando que se concretizem conforme o anunciado por António Pais na reunião do passado dia 5.

 

Um outro avanço anunciado é a admissão nas unidades de saúde de Valongo de mais 17 enfermeiros, com vista à resolução das carências existentes a este nível, que levam muitos valonguenses a recorrerem a serviços privados por não terem à sua disposição estes profissionais.

 

De todo o modo, para António Pais, só com a reestruturação e reorganização dos serviços é que se poderá prestar melhores cuidados de saúde, pelo que a melhoria não passará, para já, pela contratação de mais médicos e enfermeiros.

 

Relativamente à extensão de saúde de Campo, a edificação de uma construção nova, para que seja finalmente abandonada a provisória, reivindicação antiga da população a que sempre a CDU se associou, é uma preocupação que não está nas prioridades do novo administrador, apesar de este considerar que tanto Alfena como Campo deveriam ter um edifício construído de raiz.

 

Para a CDU, esta posição é preocupante, pelo que se exige que a Administração Regional de Saúde clarifique se vai ou não ser construído um novo Centro de Saúde em Campo. Também os órgãos autárquicos do concelho de Valongo deverão tomar posição sobre este assunto, acompanhando a CDU na reivindicação de que reiteradamente esta força política tem sido porta-voz de melhores cuidados de saúde para a população de Campo.

 

A CDU/Valongo

Europeias em Valongo: PS ganha, mas observa "rombo" na votação. Oposição à direita e à esquerda cresce

08.06.09

 

Votantes em 2004: 41.86%  
Votantes em 2009: 40.67%  
  PS PPD/PSD   B.E.   CDU 
CDS-PP   EM BRANCO  
2009 32.09% 27.55% 11.61% 9.52% 6.85% 5.14%
10002 8587 3620 2967 2136 1602
2004 50.56% 28.71% 4.83% 7.47%   2.99%
14646 8317 1399 2165   866

 

Num contexto de ligeiro aumento dos níveis de abstenção, o PS ganhou as eleições no concelho de Valongo, perdendo, todavia, 4640 votos. A direita - PSD e CDS/PP, desta feita não coligados - ganhou cerca de 2400 votos. O BE ganhou 2220 votos e a CDU 800. Os votos em branco quase duplicaram.

 

 

Junta-te à CDU! A marcha pelo esclarecimento, a mudança e a ruptura continua!

Para além do voto, o teu contributo e a tua opinião podem fazer a diferença.

 

CDU reúne com o Director do Agrupamento de Centros de Saúde do concelho de Valongo

04.06.09

Uma comitiva da CDU, de que farão parte, entre outros candidatos, os primeiros candidatos desta força política à Câmara Municipal e à Assembleia Municipal de Valongo, respectivamente José Deolindo Caetano e Adriano Ribeiro, reunirá amanhã, 6ª Feira, 5 de Junho, com o recentemente empossado Director do Agrupamento de Centros de Saúde de Valongo.

 

A reunião realiza-se pelas 17 horas no Centro de Saúde de Valongo. Em cima da mesa estarão questões como o futuro das instalações da Gandra do Centro de Saúde de Ermesinde, a construção da nova unidade de saúde de Campo ou a situação das novas instalações de saúde localizadas na Bela, em Ermesinde. No final da reunião, pelas 18h30, a comitiva da CDU fará uma declaração aos Jornalistas.

 

A CDU/Valongo

JFE - Gabinete de Acção Social

04.06.09

Considerações prévias:

 

1. Parece-nos que não está bem definido o conjunto de objectivos e âmbito de acção do Gabinete, como, de resto, se pode confirmar pelo carácter vago e aparentemente excessivo dos objectivos elencados no Relatório de Actividades. Este facto pode dever-se ora a uma incorrecta definição de objectivos e do âmbito de acção por parte da Junta, ora a voluntarismo da Técnica, ora a ambos estes factores.

 

2. Tendo em conta os recursos humanos e financeiros afectos ao Gabinete de Acção Social, é de saudar a ambição da Técnica, mas não pode deixar de se ficar com a impressão de que não só são alguns dos objectivos demasiado latos e, porventura, inatingíveis, como há na missão e actividades propostas alguns elementos que saem claramente fora da esfera de intervenção de um Gabinete de Acção Social, no sentido em que o vemos - tendo em conta que se trata de um serviço de uma Junta de Freguesia, ainda para mais pequeno e recém-criado.

 

3. Há portanto um trabalho a fazer de reajustamento da missão e objectivos do Gabinete e de clarificação das suas principais linhas de intervenção. Mais à frente fornecemos algumas indicações no sentido de uma mais correcta operacionalização da actividade do Gabinete.

 

4. Adicionalmente, parece-nos pouco clara a relação que se tem vindo a estabelecer entre o Gabinete e a ADRA. Sendo certo que uma das missões do Gabinete será o estabelecimento de articulações e parcerias com outros organismos estatais e com instituições intervindo no domínio do social, parece-nos estar a articulação entre o Gabinete e a ADRA a assumir proporções de certa "exclusividade". Não devendo pôr-se em causa a validade do contributo desta Associação para o desenvolvimento de alguns dos propósitos do Gabinete de Acção Social da Junta, o que pode acontecer, a dada altura, é o "fechamento" do Gabinete em torno desta parceria, com eventual afastamento de outras oportunidades de colaboração e/ou críticas de favorecimento provindas de organizações congéneres. Quem ler o Relatório de Actividades, fica com a clara impressão de que quase tudo o que, do ponto de vista material, tem sido feito ou está previsto decorre da parceria com a ADRA, pareceria que, ademais, não foi ainda sequer formalizada. Uma melhor definição da missão e objectivos do Gabinete poderá, estou em crer, ajudar a clarificar também esta situação, ao reforçar a ideia de uma "missão própria" do Gabinete.

 

Assim, e tendo em conta o referido anteriormente, é importante propor algumas mudanças substantivas no respeitante ao conceito subjacente a este Gabinete de Acção Social, bem como no que diz respeito à operacionalização dos seus objectivos.

 

 

1. A missão do Gabinete de Acção Social deve ser propriamente "social". Quer isto dizer que o Gabinete de Acção Social não deve ser um serviço de animação sociocultural da Junta nem tampouco um "programador cultural" dos espaços da Junta. Ainda que a realização de eventos, designadamente para recolha de fundos (a ideia de um Fundo Monetário para acorrer a emergências é digna de registo), possa ser uma componente da intervenção do Gabinete, os eventos promovidos por este serviço devem ser pontuais - o objectivo de um Gabinete deste tipo não é, como se disse atrás, elaborar uma programação regular de eventos, mas procurar desenvolver, a pouco e pouco, uma intervenção de fundo no domínio social, capaz de aprofundar o conhecimento sobre os problemas da freguesia, acorrer aos casos de emergência e trabalhar sistematicamente com as famílias e os grupos sociais mais vulneráveis. O que a análise do Relatório de Actividades apresentado nos leva a concluir é que não está ainda bem definida a missão do Gabinete, constituindo a sua actividade numa sucessão de eventos que implicam um esforço que inviabiliza uma acção que se pretenderia que tivesse um alcance de longo prazo. Neste ponto, é de sublinhar as responsabilidades do PSD e do PS: é também da falta de visão de longo prazo destas forças políticas que decorre esta concepção de intervenção algo casuística e imediatista do Gabinete de Acção Social - se os próprios recursos humanos do Gabinete não tiverem perspectivas de continuidade do seu trabalho, acaba por ser normal que vejam a intervenção como uma sucessão de actividades de repercussão imediata e não consigam ter uma concepção mais integrada do que deve ser a sua missão. Este é, portanto, o aspecto a ter em conta na redefinição da missão e objectivos do Gabinete.

 

2. Tendo em conta a ideia genérica enunciada no ponto anterior, é de propor a organização das actividades do Gabinete de Acção Social da Junta de Freguesia de Ermesinde em quatro grandes linhas de intervenção: i) Diagnóstico social da Freguesia e articulação interinstitucional; ii) Intervenção em casos de emergência social; iii) Atendimento, aconselhamento e encaminhamento da população; iv) Intervenção junto de grupos sociais vulneráveis.

 

i) Diagnóstico social da Freguesia e articulação interinstitucional

ž   Levantamento e sistematização de informação relevante nos domínios de trabalho do Gabinete.

ž   Participação nos organismos concelhios (Rede Social, redes informais de parceiros, etc.) vocacionados para a reflexão e intervenção nos domínios de trabalho do Gabinete.

ž   Levantamento de necessidades para apoiar o Executivo na sua acção em matéria de coesão social e desenvolvimento.

ž   Desenvolvimento de contactos e da articulação entre instituições sociais da Freguesia.

ž   Elaboração de candidaturas a programas capazes de proporcionar recursos financeiros e humanos para o tipo de intervenção proposto em iv).

 

ii) Intervenção em casos de emergência social, ora encaminhando para os organismos responsáveis as situações de emergência social detectadas, ora apoiando pontualmente as famílias e indivíduos com carências extremas (designadamente em matéria alimentar e em articulação com os serviços camarários existentes a este nível - ex.: Plano de Emergência Alimentar).

 

iii) Atendimento, aconselhamento e encaminhamento da população

ž   A disponibilização de horários fixos e conhecidos publicamente de atendimento à população, no edifício-sede da Junta ou em espaços descentralizados, é da maior importância para criar uma noção de sustentação temporal da intervenção e hábitos de contacto regular com a população. Nesta primeira fase do Gabinete, é muito importante que a criação destes momentos de atendimento seja acompanhada de divulgação generalizada.

ž   O atendimento servirá para sinalizar casos de emergência social e, em geral, para sinalizar casos a merecer acompanhamento da parte da Junta e/ou encaminhamento para outros organismos e serviços de protecção social.

 

iv) Intervenção junto de grupos sociais especialmente vulneráveis

ž   Tendo em conta a situação socioeconómica presente e a importância que reconhecidamente tem a ligação ao mundo do trabalho, um dos grupos sociais que maior atenção deverá merecer da parte do Gabinete de Acção Social deverá ser o dos desempregados. Neste sentido, a criação de um serviço de apoio à procura de emprego, que servirá ora para encaminhamento para o Centro de Emprego de Valongo, ora para prestação de serviços relevantes, como disponibilização de uma bolsa de emprego, apoio à procura activa de emprego, etc., seria certamente um propósito a almejar.

ž   Por outro lado, tendo em conta as responsabilidades da Junta na gestão do parque escolar do 1º CEB, o Gabinete de Acção Social poderia funcionar como veículo de reforço da Acção Social Escolar, intervindo junto das crianças com maiores carências (após sinalização por parte das escolas) e das respectivas famílias.

ž   A intervenção junto da população idosa seria igualmente relevante, começando, desde logo, pela sinalização de casos de especial carência/isolamento e procurando desenvolver iniciativas tendentes à atenuação da gravidade dessas situações.

 

Esta organização das actividades do Gabinete de Acção Social em quatro grandes linhas de intervenção terá de ser acompanhada de uma reflexão mais contínua em torno da sua concretização prática. De todo o modo, e procurando adiantar desde já algumas ideias, seria de grande interesse que se fixassem os horários de atendimento (2 manhãs e 1 tarde por semana, por exemplo) e os horários das visitas domiciliárias e contactos com a população (1 manhã e 2 tardes), ficando o restante tempo disponível da Técnica vocacionado para o trabalho de diagnóstico social da freguesia e para os momentos de contacto institucional e organização de iniciativas.

 

 

Ermesinde, 3 de Junho de 2009

 

 

A Coligação Democrática Unitária

JFE - Tomada de Posição – Desporto em Ermesinde

04.06.09

Poderá um grupo de amigos reunir-se num domingo de sol para praticar desporto na nossa cidade? NÃO.

Na campanha para as eleições autárquicas de 2005, a CMV inaugurou nos Montes da Costa um espaço ao qual atribui a designação de “Circuito de Manutenção”. Se na altura a inauguração do local era no mínimo questionável, dado o tamanho atribuído ao circuito, hoje é ridículo que continue a placa no local. O circuito está abandonado, a manutenção do espaço não é feita, os corredores estão esburacados, a erva está alta e a única estação para exercícios musculares está em mau estado. A vista para o campo de jogos também não é agradável, as margens do campo têm erva alta e a ligação do circuito ao campo é feito por uma rampa sem corrimão de segurança.

Se isto tudo não bastasse, o alargamento do espaço está posto em quase, não tardará que o circuito mais não seja que o logradouro das construções planificadas para o único limite do parque que ainda estava por edificar.

 

 

 

 

 

No parque da SOCCER, inaugurado neste mandato, a situação de abandono não é muito diferente. O espaço não é mantido, as ervas cresceram e o lixo abunda.

 

 

Pretendemos que a JFE faça chegar à CMV as imagens que comprovam o estado de degradação dos espaços e que exija da CMV o arranjo dos mesmos.

 

 

Ermesinde, 3 de Junho de 2009

 

A Coligação Democrática Unitária

 

Tomada de Posição – Bairro Mirante de Sonhos

04.06.09

Uma delegação da CDU visitou, no passado dia 17 de Maio, o Bairro de Mirante de Sonhos, em Ermesinde.

Convidados por diversos moradores a visitar as suas casas, pudemos verificar a degradação generalizada das habitações devida a infiltração de água (ver fotografias). Esta situação deve-se à má qualidade dos isolamentos utilizados na construção e à falta de intervenção da Câmara e da sua empresa, a VallisHabita, na reparação do que necessita de ser reparado e na manutenção do que necessariamente precisa de ser mantido.

 O espaço envolvente do bairro está também degradado e os pequenos canteiros que poderiam embelezar o bairro não são mantidos. O parque de diversões e o campo de jogos se continuar sem manutenção não tardará a ter uma placa como a existente no bairro das Saibreiras, onde a CMV informa que não se responsabiliza pelo espaço.

 

Alguns moradores queixam-se também de aumentos excessivos de rendas, sobretudo em famílias de mais baixos rendimentos e que atravessam dificuldades – reformados, desempregados de longa duração, famílias com pessoas doentes e com despesas elevadas de saúde. Uma das famílias que mora no bairro é constituída por três reformados, com rendimentos no valor de 700€. Todos os elementos do agregado familiar têm problemas graves de saúde. Um dos membros toma 17 medicamentos por dia (rins, hipertensão, problemas no âmbito da psiquiatria, etc); um outro tem cancro na próstata e princípios de Alzheimer; o terceiro elemento foi submetido a várias cirurgias aos joelhos e colocou agora uma banda gástrica. Em 1 ano, a renda paga por esta família passou de 85€ para 105€ (20€ de aumento, corresponde a um aumento de 20%). Neste momento 15% dos rendimentos são para pagar a renda de habitação social. Sobram 595€ para viverem três pessoas.

 Na entrada 309 vive no 3º andar um adulto com deficiência que não consegue sair de casa, já que nenhum dos prédios tem elevador.

O que a CDU rapidamente concluiu é que o aumento das rendas das casas não levou ao aumento da qualidade de vida no bairro.

Também verificámos mais uma vez o isolamento a que este conjunto habitacional continua sujeito, sobretudo devido a não ser servido pela carreira de autocarros da STCP, como já por mais de uma vez foi pedido. Esta situação leva a que muitas pessoas passem largos períodos sem poder sair do Bairro, e tenham mesmo dificuldades para se deslocar ao médico. Recorde-se que o Bairro fica localizado numa das mais excêntricas áreas da freguesia de Ermesinde, próximo do seu limite oriental, entre os lugares de Montes da Costa e Sonhos.

É inadmissível que um complexo de habitação social construído apenas há 6 anos esteja degradado desta forma e que seja o espelho na perpetuação dos erros cometidos nos anos 80 na construção dos restantes complexos de habitação social.

Pretendemos com esta tomada de posição que o Sr. Presidente “ponha os pés ao caminho” e exija da CMV a resolução dos problemas apresentados.

 

Ermesinde, 3 de Junho de 2009

 

A Coligação Democrática Unitária