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CDU Valongo

Página informativa sobre a atividade da CDU no concelho de Valongo.

Eleições Intercalares em Alfena - Faltam 10 dias!

15.01.09

Faltam 10 dias para a realização das eleições intercalares em Alfena. A campanha eleitoral começa só na próxima 6ª Feira, dia 16, mas a CDU está já a ultimar a grande acção de esclarecimento e mobilização da população de Alfena que pretende levar a efeito no período que antecede este acto eleitoral.

 

Brevemente, serão disponibilizadas neste blog a lista e o programa com que a CDU se apresentará a estas eleições e informações adicionais sobre a campanha que realizaremos na freguesia.

 

Junte-se a nós nesta caminhada para mudar a política em Alfena!

 

 

CDU

Força Alternativa em Alfena!

Antes de Ordem do dia - Reunião da JFE

15.01.09

Actividades de Enriquecimento Curricular em Valongo

 

Segundo o Presidente da CMV, o chumbo do Mapa de Pessoal da CMV "põe em risco a contratação de muitos professores, ameaçando fazer ruir os esforços da autarquia na área da educação".

Para a CDU esta afirmação é demagógica, uma vez que 35% dos lugares abertos no Mapa de Pessoal não eram para professores das AECs, mas para outras funções, para além disso, neste últimos dois anos, os professores têm sido subcontratados através de uma outra empresa.

A preocupação da CMV é tanta que as actividades de enriquecimento curricular apenas começaram em Novembro.

 

 

Biblioteca da Junta

 

A biblioteca ainda não abriu e não foi possível levar a cabo a inauguração da mesma no dia 5 de Janeiro de acordo com o que tinha sido decidido em reunião do executivo.

Não ficou prevista uma data para a abertura.

 

Reunião Ordinária da JF Ermesinde

11.01.09

Dia 14 de Janeiro (quarta) pelas 21h30 na Sede da Junta

 

Informações

Intervenção do público

Intervenção dos membros da Junta

 

Ordem do dia

  1. Discussão e Aprovação da Acta nº20
  2. Aprovação das alterações propostas pela AF em relação aos Regulamentos: Conselho da Cidade e Concessão de Apoios a Entidades e Organismos.
  3. Aprovação do regulamento de utilização do Auditório e respectiva Tabela de Taxas
  4. Pedido de Apoio para a edição de um livro;
  5. Expediente

Participa!

Câmara aumenta preço de água em 2,35 %

09.01.09

A Câmara de Valongo aprovou, esta quinta-feira, a actualização do tarifário de água e saneamento para 2009.

 

Para o Executivo, a medida fica a "meio caminho" entre o preço pago pela concessionária VEOLIA-Águas de Valongo à Águas do Douro e Paiva, cujo aumento foi de 5 %. "A subida ao consumidor fica muito aquém do valor pago pela concessionária à Águas do Douro e Paiva. Apesar do valor mais alto pago a uma empresa de capitais públicos, a Câmara de Valongo apenas, irá, aumentar cerca de 2, 35 %. É a posição mais razoável", considerou Mário Duarte, vereador dos Transportes, Vias e Arruamentos.

 

JN Notícias

LINHA 704 - ALTERAÇÃO DE PERCURSO

09.01.09

A partir do dia 12 de Janeiro, a linha 704 passará a servir o Centro de Saúde de Ermesinde, com a seguinte alteração de percurso:

 

SENTIDO CODICEIRA - Rua Manuel Joaquim Fernandes Santos, Rua da Marginal, Rua da Bela, Rua Ilha de S. Miguel e percurso normal.

 

SENTIDO BOAVISTA - Rua Ilha de S. Miguel, Rua da Bela, Rua da Arroteia, Rua da Margina, Rua Manuel Joaquim Fernandes Santos e percurso normal.

 

Vale a pena lutar!

Assembleia de Freguesia de Ermesinde - Intervenção sobre o Património de Ermesinde

01.01.09

Valongo era ainda há uns 30 ou 40 anos, um concelho rural, tal como a vizinha Maia. Terras de cultura de milho e azevéns, algumas leiras de centeio, necessário para “terçar” com o milho na feitura do pão (boroa), vinha em forma de ramadas na bordadura dos campos, gado leiteiro, algum linho já em declínio, as hortícolas que se vendiam bem para o Porto. Um prolongado processo de crescimento urbanístico caótico, que se seguiu a uma incipiente industrialização, descaracterizou Ermesinde e de resto, grande parte do concelho. Os férteis solos da Gandra de Ermesinde, por exemplo ou os solos xistosos do vale de Valongo, desapareceram debaixo de prédios e arruamentos que hoje formam as duas cidades do concelho.

Ermesinde era também um importante centro moageiro, com grande número de moinhos tradicionais movidos a água.

O património rural mais intacto do concelho reduz-se hoje à semi-deserta aldeia de Couce e a alguns núcleos rurais espalhados pelas cinco freguesias do concelho, com as suas casas e assentos de lavoura, mais ou menos preservados, mais ou menos “modernizados”.

A agricultura tradicional do Minho e Douro Litoral, de cujo facies agrícola o nosso concelho partilha, tinha na cultura no milho a mais importante fonte de rendimento. Mudanças nos mercados dos produtos agrícolas – com a manutenção em valores absolutos do preço do milho há mais de 30 anos – migração, urbanização das populações, mudanças dos hábitos alimentares, com o abandono do consumo massivo de pão de milho, levaram ao abandono da cultura.

Algumas das antigas quintas sobreviventes ao processo caótico de urbanização ainda em curso, reconverteram toda a sua actividade, para poderem sobreviver, encontrando-se hoje no concelho, grandes pomares de kiwi e vinhas contínuas para produção de Vinho Verde. Sobrevivem também algumas explorações leiteiras, abastecidas pela silagem de milho produzida em terrenos próprios, que constitui a base da alimentação das vacas. Engarrafam-se até vinhos e produzem-se queijos no nosso concelho. O futuro desta actividade agrícola é incerto, dada a evolução da PAC.

A interpenetração deste mundo rural e agrícola sobrevivente com uma malha urbana densa, torna também interessante, sobretudo para os pequenos produtores, a produção de hortícolas, e outras “curiosidades”., vendidos regularmente nas feiras realizadas semanalmente em diversas localidades do concelho. Esta venda de produtos agrícolas na feira, directamente pelos pequenos produtores, é uma das marcas inequivocamente vivas da antiga ruralidade do concelho de Valongo.

Como na periferia de todas as cidades, mantém-se também em Ermesinde uma agricultura peri-urbana de auto-consumo, praticada sobretudo por pessoas da geração dos 50- 70 anos, muitas delas já reformadas. Esta agricultura de pequeníssimas dimensões, pode dizer-se que faz parte integrante da nossa ruralidade sempre latente e tem a maioria dos seus cultores entre pessoas originárias de meios rurais do interior Norte, que vieram viver sobretudo para Ermesinde.

Romarias de inegáveis origens rurais realizam-se à Santa Justa, em Valongo, à Santa Rita, em Ermesinde, ao São Lourenço, também em Ermesinde, etc..

A importância do património tem muitas vertentes. Pode ser económica, na medida em que a manutenção das actividades agrícolas produz bens e riqueza e assegura a sobrevivência das pessoas. A preservação da ruralidade pode ter interesse turístico, que é uma outra vertente económica da questão. Pode ser de interesse histórico, dada a necessidade de preservação da memória, das raízes, de educação das novas gerações no respeito por uma actividade essencial à vida, que é a agricultura, a mais velha profissão do mundo. Ecológica e ambiental, contribuindo para o equilíbrio natural, num concelho cujo crescimento urbano continua a ser pouco planificado.

No que toca à necessária e urgente preservação deste património, apenas algumas iniciativas esporádicas, que não obedecem a nenhum plano integrado, levadas a cabo sobretudo pela Câmara Municipal, na aldeia de Couce, intervenção para reabilitar as ruínas de um ou outro moinho e nada mais.

Por outro lado, o concelho tem visto devastar, com a participação activa do município, as suas melhores terras agrícolas (a Gandra de Ermesinde, a extensa e fértil veiga de Alfena, rasgada há poucos anos por uma estrada de iniciativa camarária, o vale de Valongo, etc..).

Para preservar o que resta da ruralidade deste concelho e que é ainda apreciável, seriam necessárias acções de promoção dos seus produtos agrícolas, a reabilitação de estruturas da era pré-industrial, de que o melhor exemplo são os moinhos de rio (Leça, Ferreira, Simão), a protecção de terras agrícolas e núcleos rurais, impedindo a urbanização sem critério a que temos assistido.

Não existe nenhum núcleo museológico rural no concelho, nem qualquer intenção conhecida de o realizar.

Seria, por isso, do maior interesse a constituição de um núcleo museológico que acolhesse e preservasse o património móvel rural (alfaias e outros equipamentos agrícolas, trasteio doméstico, vestuário), que for ainda possível recolher e preservar.

A Junta de Ermesinde poderia e deveria empenhar-se politicamente nesta iniciativa. A nova biblioteca especializada instalada neste edifício, poderia acolher um centro dinamizador de acções tendentes à recolha, estudo e posterior apresentação pública duma colecção de artefactos ligados à ruralidade de Ermesinde, constituindo assim o núcleo museológico de que falo.

A Câmara Municipal, pelo poder que detém de licenciar obras, deveria ter um papel activo de preservação do património rural, quer na forma de solos, património vegetal, cursos de água, quer na de património construído, incentivando a preservação das antigas casas agrícolas e dos núcleos rurais que restam.

Ermesinde, 29 de Dezembro de 2008

Pelo PCP

 

Assembleia de Freguesia de Ermesinde - Declaração de Voto Mapa do Pessoal

01.01.09

É-nos apresentada para que lhe demos o aval necessário, no nosso papel de órgão fiscalizador, um mapa de pessoal da Junta de Freguesia, composto de um total de 41 trabalhadores. É aqui aberta a possibilidade de contratação de quadros superiores, o que é uma inovação, mas que esta Junta precisa certamente, se quer desenvolver acção cultural e social. Constata-se a existência neste mapa de um elevado número de pessoas a prazo, o que, a nosso ver, era desejável alterar tão cedo quanto possível, de modo que os trabalhadores a prazo nesta junta fossem uma excepção muito temporária.

 

            Este mapa é em parte uma perspectiva, os números aqui apresentados não correspondem à realidade actual, mas sim a um plano de intenções. Achamos que esta Assembleia teria muito interesse em ouvir do Senhor Presidente da Junta uma breve explicação do conteúdo e dos objectivos deste mapa, que da magra folha que nos foi entregue, não se depreende muito.

 

            Por outro lado, continuamos a defender que a Junta contrate os seus trabalhadores, seja qual for a categoria profissional, unicamente através de concursos públicos transparentes e que não dêem ocasião a que se levante o labéu de qualquer tipo de favorecimento. Esta Assembleia deverá estar vigilante e pedir explicações sobre todos estes processos, como lhe cabe por direito e dever.

 

            Queríamos ainda criticar o crescente recurso aos POCs. Estes trabalhadores tornaram-se uma mina de mão-de-obra barata, se não mesmo gratuita, para entidades públicas e menos públicas. Uma coisa é a ocupação temporária de pessoas que estão a usufruir do direito ao fundo de desemprego, para o qual descontaram enquanto trabalhavam. Mas outra questão, grave e condenável é o aproveitamento sistemático destes trabalhadores, muitos deles categorizados, para tapar os buracos de uma administração pública que vem sendo continuamente esvaziada dos seus quadros pelos governos de turno, numa delapidação de recursos humanos de enormes proporções.

 

            É desejável que esta Junta não enverede por esse caminho. Há que criar emprego seguro, com direitos e deveres, que proporcione satisfação aos que os desempenham e aos que por eles são servidos. Não se pode exigir quando não se quer dar. Bem sabemos que a tendência actual, escudada em códigos de encomenda, é o trabalho sem direitos, sem horários, mal pago e incerto, o sonho dourado do capital e das suas instituições. Apesar de tudo, cremos que a Junta duma cidade como a nossa, terá alguma obrigação de fazer melhor que isto.

 

            Os eleitos do PCP não darão, nem nesta Assembleia nem na Junta, nenhum aval à contratação de trabalhadores para a Junta que não esteja de acordo com as premissas atrás enunciadas. Desejamos que a Junta contrate trabalhadores, melhore e alargue a sua acção em diversos campos e apoiaremos todos esses processos, desde que estes sejam límpidos.

 

Ermesinde, 29 de Dezembro de 2008

 

Pelo PCP

 

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