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CDU Valongo

Página informativa sobre a atividade da CDU no concelho de Valongo.

Reunião da Junta da Freguesia de Ermesinde

07.09.06

No passado dia 6 de Setembro, decorreu mais uma reunião do Executivo da Junta de Freguesia de Ermesinde.


Começou por intervir o público, chamando a atenção para assuntos ainda não resolvidos abordados em reuniões anteriores.


A primeira intervenção da parte do Executivo coube à nossa camarada Sónia Sousa, que mostrou o seu descontentamento pela forma leviana como foi tratado o assunto referente ao estado de degradação dos Parques Infantis cuja gestão pertence à Junta da Freguesia de Ermesinde (ver tomada de posição).


Após encerrar este tema, Sónia Sousa continuou a sua intervenção, desta feita referindo-se à questão do alargamento da escola EB 2,3 S. Lourenço (ver tomada de posição) e apontando a necessidade da Junta se inteirar dos motivos que levaram a esta decisão da Direcção Regional de Educação do Norte.


O Sr. Presidente da Junta, Artur Pais, que tem invariavelmente por hábito tentar responsabilizar os restantes elementos do Executivo pela sua incompetência, começou por recorrer à cassete do costume, afirmando que todos eram co-responsáveis pelo estado em que os Parques Infantis se encontravam, referindo ainda que com a nossa eleita “não aprendia nada”. Queria o Sr. Presidente da Junta com isto dizer que conhecia bem a lei, mas que, no espaço de um mês, ainda não tinha tido tempo para visitar os Parques e verificar se estão ou não em consonância com a lei. Relativamente à questão da nova Escola e do alargamento da EB 2,3 S. Lourenço, foi favorável à proposta da CDU, dizendo que iria convocar a reunião.


Procurando defender-se de um discurso vazio de conteúdo, mas a roçar o tom calunioso, Sónia Sousa referiu que só não fazia mais na Junta porque não lhe eram atribuídas tarefas. Lembrou que, no início do mandato, se ofereceu para gerir uma área da Junta e que tal lhe foi negado. Disse ainda que o Sr. Presidente só sabia mandar cartas (tarefa em que, de facto, Artur Pais se tem especializado, na medida em que se constitui a única que executa) e que quando era necessário fazer alguma coisa e resolver problemas da sua responsabilidade, desculpabilizava-se dizendo que todos eram responsáveis.


A eleita da CDU terminou a sua resposta sugerindo que o Sr. Presidente dividisse com ela o seu ordenado, ficando os dois a gerir os destinos da freguesia. Relativamente à afirmação segundo a qual o Sr. Presidente não poderia aprender nada com a nossa eleita, Sónia Sousa respondeu que não pretendia ensinar nada a Artur Pais, mas que pretendia apenas que o Sr. Presidente executasse aquilo que era decidido nas reuniões e resolvesse (pelo menos, que tentasse resolver!) alguns dos problemas da cidade.


Passando ao período da Ordem do Dia, foi apresentada a página da Junta de Freguesia na Internet e o blog da Biblioteca da Junta. Foram ainda aprovados o regulamento e um concurso para a criação de um logótipo para a Biblioteca.



Elementos do PSD não votam favoravelmente a moção de protesto.



Chegados ao momento quente da noite, o Sr. Presidente informou que lhe tinha sido enviada uma carta, a qual declara estar a Junta impedida de usar o Parque Urbano (ver carta). A deliberação da Câmara Municipal chegou na sequência de declarações recentes de Américo Silva (elemento do Executivo eleito pelo PSD), que foram consideradas ofensivas por aquele órgão autárquico.


Tomaram a palavra os elementos do PS, referindo que gostavam de saber o que tinha dito o Sr. Américo. A eleita da CDU referiu que não lhe interessava o que o Sr. Américo tinha dito, uma vez que ele não se encontrava em representação da Junta, logo, independentemente do teor das suas palavras, nunca poderia a Junta como um todo ser prejudicada por isso. Frisou ainda que, com esta decisão, o castigo recaía em todos os Ermesindenses.


De seguida, Alcina Meireles (PS) leu o voto de protesto a ser enviado à CMV em nome da Junta da Freguesia de Ermesinde.


Luís Ramalho (PSD) usou da palavra para dizer que não iria assinar o voto de protesto porque não tinha estado presente no espectáculo (no qual o Sr. Américo terá proferido as afirmações consideradas ofensivas pela Câmara). De imediato, toda a Oposição se insurgiu contra esta afirmação, exigindo que tanto o Presidente como o Sr. Luís Ramalho dissessem se achavam correcta a actuação do Presidente da Câmara. Luís Ramalho recusou-se a responder. Perante esta situação, parece ganhar consistência o pensamento de Américo Silva: “Os meus inimigos estão dentro do PSD”.


Por quanto mais tempo teremos de suportar este triunvirato PSD, instável, irresponsável e sem capacidade de coordenação e trabalho?


Pela nossa parte, prosseguiremos o trabalho em prol da população de Ermesinde, com esforço e dedicação e dentro das nossas possibilidades, passando ao lado de guerrinhas intestinais que, infelizmente, só prejudicam a freguesia.