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CDU Valongo

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Valongo: vice-presidente demite-se preocupado com "descalabro da situação financeira"

01.07.09

Porto, 30 Jun (Lusa) - O vice-presidente da Câmara de Valongo, João Queirós, apresentou hoje a sua demissão "preocupado com o descalabro da situação financeira e com o aumento da dívida, que corre o risco de ser tão elevada quanto a de 2005".

Contactado pela Lusa, o autarca admitiu ter entregue hoje o seu pedido de demissão ao presidente da autarquia, o social-democrata Fernando Melo, mas garantiu que irá continuar como vereador, ainda que sem pelouros - João Queirós detinha as Finanças, Protecção Civil e património Municipal, entre outros.

"Demito-me por uma razão de fundo: tornou-se impossível, nos últimos tempos, manter a contenção de despesas que permitiu reduzir a dívida dos 20,5 milhões de 2005 para os 6,8 a 6,9 milhões de 2008", disse à Lusa, garantindo a sua intenção de "cumprir o mandato até ao fim".

O vereador disse que chegou a pensar demitir-se "quando o presidente da câmara decidiu recandidatar-se e retirou poderes a vários vereadores".

Nessa ocasião, vários vereadores afectados nos seus pelouros optaram por se demitir, mas o vice-presidente manteve as funções.

João Queirós, que perdeu o pelouro das Obras Municipais, optou por não se demitir porque "sair poderia ainda ser pior para as contas do município: dentro da câmara, com o pelouro das Finanças, ao menos poderia tentar controlar a situação".

Mas o autarca disse não ter conseguido cumprir essa missão: "dos 6,9 milhões de dívida passou-se recentemente para 17,2 milhões".

"A mim isso mete-me uma confusão terrível. Várias vezes manifestei as minhas preocupações ao presidente, mas não tive qualquer resultado", disse, apontando como exemplo do "despesismo" a que diz estar a assistir o programa de construção e recuperação de escolas do concelho, um projecto que implicará investimentos de 25 milhões de euros.

"Com a frente de obra das escolas em execução, as facturas dos autos de medição continuam a chegar e a minha preocupação cresce ainda mais", disse, adiantando que "em dois ou três meses, a dívida da câmara arrisca-se assim a subir acima dos valores de 2005".

A Lusa tentou obter um comentário da Câmara de Valongo mas até ao momento tal não foi possível.

MSP

Lusa/Fim

 

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