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Mai 17

Em artigos para o Verdadeiro Olhar, o responsável do PS na Câmara de Valongo por essa tarefa tem dedicado grande parte dos seus artigos a analisar e a denegrir o trabalho da CDU na vereação.

Depois de várias vezes classificar a CDU como muleta do PSD, ou acusar a CDU de fazer fretes a este partido, o articulista decidiu ir mais longe e, num dos seus últimos artigos, classificou as atitudes da CDU na Câmara, de puro terrorismo político.

Em determinado artigo chega até a fazer a seguinte e provocadora insinuação: «A sintonia entre eles (PSD e CDU) é tal que parece que preparam as reuniões em conjunto».

Depois de, num destes artigos, em forma de pergunta e perante algumas posições do PS, que tem tido votações coligadas com o PSD contra o voto da CDU, e já lhe ter sido devolvida a acusação, “de que afinal quem é muleta de quem? O PSD do PS ou o PS do PSD?”

A discussão sobre a 2.ª Revisão do Orçamento e 2.ª Revisão das Grandes Opções do Plano do ano de 2017 proporcionou mais uma oportunidade de, como em tantas e tantas vezes, o voto independente da CDU ter o sentido coincidente com o voto do PS.

Pois uma vez que, como é sabido, o PS não tem maioria absoluta, foi graças ao voto da CDU que esta 2.ª Revisão foi viabilizada.

Assim sendo, ao articulista do PS (se fosse politicamente honesto) uma de duas tomadas de posição se impunham: repor a verdade sobre o verdadeiro desempenho do Vereador da CDU na Câmara de Valongo, que pela sua independência não está lá para fazer o frete a ninguém (PS incluído), nem para escrever artigos a mando de alguém! Ou então explicar muito bem, como é que o PS na Câmara de Valongo (em várias votações, como nesta decisão de viabilizar esta Revisão) se junta a alguém (CDU) que o próprio PS (pela caneta do seu articulista) classifica de praticante de atitudes de puro terrorismo político?

É que como segundo o conhecido provérbio: junta-te aos bons, que serás tão bom como eles (será este o caso?) ou junta-te aos maus, que serás ainda pior do que eles (ou este?).

Desfecho do processo da 2ª Revisão do Orçamento e 2ª Revisão das Grandes Opções do Plano do ano de 2017

Depois da vergonhosa operação de, por parte do PS, fazer destas Revisões a triste figura que fez, a CDU, empenhada como esteve desde o início em que este processo tivesse um desfecho com a dignidade inerente. Por sua parte na Câmara, encerrou o mesmo com uma declaração de voto de que aqui ficam alguns excertos:

O aumento do subsídio mensal para as Corporações de Bombeiros com retroactividade ao início do ano de 2017; a urgente solução para as respostas no campo da Educação; a reposição da iluminação pública em todo o Concelho, suspensa em parte, há alguns anos atrás; o grande passo para o início da construção de um novo edifício para a Junta de Freguesia de Alfena; (principal proposta e exigência da CDU) o primeiro sinal de reconhecimento de inexistência de uma Piscina que sirva as populações de Campo e Sobrado; são alguns dos aspectos positivos desta Revisão Orçamental, não contemplados na 1ª Versão (rejeitada) e só possíveis, graças à exigência da oposição, que não podemos deixar de assinalar.

Pena foi, que uma oportunidade como esta, que deveria ter contribuído para reforçar os laços de união de um Executivo tripartido, responsável por todos os resultados, quer positivos, quer negativos, obtidos ao longo deste mandato, tivesse sido transformada na maior operação demagógica, eleiçoeira e oportunista, levada a cabo por diversos membros deste Executivo do PS em permanência.

Pois em vez de que com esforços, procurar entendimentos e contribuições da maioria dos vereadores.

Numa conduta a todos os títulos reprovável, alguns membros do Executivo do PS em permanência, achincalhando, mentindo, reforçando o descrédito das gestões autárquicas no Concelho de Valongo, que sempre partilharam ao longo dos últimos anos e desde o 25 de Abril.

Fugindo à discussão e fingindo ter maioria absoluta. (quando é assim sem a ter, o que não seria se a tivesse?)

Preferiram armarem-se em vítimas, telefonando para aqui e para acolá, para dizerem que receberam telefonemas de acolá e daqui; rejeitando todos os esforços de cooperação demonstrados pela oposição e algumas juntas de Freguesia; arrastando para a praça pública, aquilo que só em sede própria, tinha e como não podia deixar de ser, discutido e solucionado.

Esta vergonhosa operação acabou por prejudicar a discussão de tão importante assunto (e por consequência, prejudicar todos os valonguenses).

E porque era necessário desmontar tão vergonhoso processo.

Apesar do prejuízo da falta de uma mais profunda discussão, gravidade minimamente atenuada pela permanente disponibilidade da CDU para o diálogo e de algumas propostas suas incluídas na 2ª versão da Revisão Orçamental para o ano de 2017.

A CDU absteve-se.

 

*Artigo de opinião do vereador Adriano Ribeiro no jornal Verdadeiro Olhar

.: cduvalongo às 08:35

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