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Dez 17

Está presente a esta assembleia para discussão e aprovação, o orçamento, plano de actividades e mapa de pessoal, para 2018.

Estes documentos de maior importância para a Cidade de Ermesinde, deve merecer sempre uma atenção na elaboração destes documentos, bem como os contributos de todas as forças políticas.

Não quis assim o Partido Socialista e, estes documentos são da sua inteira responsabilidade. O direito da oposição e seus contributos foram menorizados por este executivo.

Da parte da CDU, dizemos que não é democraticamente aceitável que se envie uma proposta de Orçamento e Plano de Atividades, com 24 horas de antecedência da sua aprovação em executivo. O que é que o Partido Socialista pretende com estas acções, evitar a discussão e aprofundamento de matérias de tamanho relevo? Fica a dúvida.

No entanto, com estas limitações, a CDU interveio, criticou e apresentou propostas complementares e alternativas. Também é certo que o Partido Socialista, pouco ou nada se interessou pelas propostas da CDU.

Em relação a estes documentos, poderíamos sintetizar, que estes documentos são um reportório de documentos anteriores e, da gestão do PSD.

Na questão financeira, não percebemos o seu constrangimento e o estado das finanças encontrado. Esteve o Partido Socialista bem representado no mandato anterior na junta de Ermesinde e, não é conhecimento público qualquer reserva à execução financeira do anterior presidente. Estivesse o Partido Socialista mais atento na reunião da AF de 11/9 de 2017 quando a CDU perguntou, o porquê de um levantamento de um depósito a prazo de 30 mil euros e talvez a surpresa não fosse tanta.

Comparando as receitas previstas elas não diferem muito das do ano anterior, por isso este constrangimento merece uma explicação mais fundamentada.

Nas Infra estruturas e conservação dos espaços físicos: Nada de arrojado é proposto e em alguns casos há um retrocesso.

Nas tabelas das licenças e taxas, aquilo que era uma bandeira do candidato João Morgado, está esquecido neste documento. Quando se esperava que este documento apontasse de uma forma clara o abaixamento destas taxas e a isenção de algumas, nada é dito. No entanto se lermos com algum rigor as receitas previstas nota-se um crescimento das taxas a cobrar.

No Meio Ambiente; É um repositório da gestão do PSD. As promessas da requalificação do rio Leça, não passam de meras operações cosméticas.

Na Ação Social: cópia dos mandatos anteriores. O prometido investimento nesta área foi promessa eleitoral.

No Desporto Cultura e Tempos Livres: É uma lista de intenções não programadas nem calendarizadas. Os apoios concretos aos clubes e associações não se vislumbram. Salvou-se à última da hora, e, por proposta da CDU a comemoração do Dia Internacional da Mulher.

Defendemos e propusemos, que as atividades culturais e desportivas não deviam ser um repositório “à la cart”. Devia ser fundamentado e calendarizado num período que podia ser chamado “as festas da cidade”, onde várias atividades desportivas e culturais pudessem ser congregadas neste espaço de tempo. Esse período temporal devia coincidir com as datas da elevação de Ermesinde a cidade e concluídas nas festas do padroeiro da freguesia. Esta proposta não teve o acolhimento do Partido Socialista.

Verificamos que o Mapa de Pessoal o seu número de trabalhadores é insuficiente para uma Cidade desta grandeza. Só se compreende este quadro de pessoal com o recurso cada vez mais a trabalhadores precários. Politica a qual não estamos de acordo.

Verificamos que a defesa e requalificação da Cidade de Ermesinde, nada são referidas neste documento. Sabemos que alguns investimentos têm que ter o suporte financeiro camarário, mas a um presidente da junta pede-se também a iniciativa e o poder reivindicativo.

Por isso deve ser defendido junto da CMV, a requalificação da zona de Sampaio, ruas, infra-estruturas e sinalização vertical e horizontal.

A criação de mais parques de estacionamento e a redução dos parquímetros.

A verdadeira requalificação do rio Leça, com a criação de zonas de lazer e passadiços.

A oposição à subida do IMI. Ermesinde e a sua população será a freguesia mais afetada por este aumento. O aumento das tarifas de água e saneamento devia ser uma preocupação do presidente da junta.

Sabemos as limitações, que serão sempre, dos orçamentos das juntas de freguesia. Por isso, em campanha eleitoral devemos todos ser mais comedidos nas promessas que fazemos ao eleitorado.

Mas, um presidente de uma junta como a de Ermesinde tem que lutar e defender junto das entidades com mais suporte financeiro para que a concretização dos anseios dos ermesindenses sejam concretizados. Espera pois, a CDU e a cidade que o seu empenho não “esbarre” na subserviência politica.

Embora, por escolha do Partido Socialista, este quis um executivo monocolor. O primeiro em tempo de democracia, não negamos a sua legitimidade.

No entanto, quero que saiba senhor Presidente da Junta de Freguesia de Ermesinde, que a CDU tudo fará mesmo nestas condições em desenvolver o seu trabalho em prol das populações de Ermesinde. Apoiaremos todas as propostas do executivo que acharmos justas, mas contará sempre com a nossa oposição naquelas que acharmos que vão sentidos contrário.

Em relação ao Orçamento, Plano de Atividades e Mapa de Pessoal para 2018, consideramos as suas propostas insuficientes. No entanto, como a acção da CDU nas autarquias locais é e será sempre uma postura construtiva, não iremos votar contra estes documentos.

Postura que não se manterá, se o ano de 2018 não venha a ser um ano de profundas alterações na gestão Junta de Freguesia de Ermesinde

.: cduvalongo às 16:13

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